
Esta obra é parte integrante de uma série de imagens que procuram estabelecer uma ligação entre realidades paisagísticas, a partir das formas do assentamento típico castrejo e a delimitação territorial contemporânea das propriedades rurais, no noroeste português. Uma investigação visual que coloca em diálogo as construções de delimitação territorial (muros) pertencentes a duas épocas diferentes e distantes entre si mas que, curiosamente, se cruzam na sua morfologia e arcaísmo construtivo.
Foto reproduzida nos catálogos:
Boticas – o real documentado, o real ficcionado e Mostra Jovens Criadores 2017 (CPAI).

Sofia F. Augusto
Arquiteta e Artista Visual.
Mestre em Arquitetura pela FAUP e Mestre em Comunicação Audiovisual com Especialização em Fotografia e Cinema Documental pela ESMAE-IPP. Principais áreas de interesse e investigação: ARTES e HUMANIDADES. Colaborou com o grupo de investigação CCRE-CEAU/FAUP (com projetos de investigação visual e teórica em torno do universo da Fotografia relacionado com Arquitetura, Paisagem e Território) e nos gabinetes de arquitetura de Roberto Cremascoli e Ren Ito, no Porto. Atualmente exerce atividade profissional como autora, com especial foco na reabilitação de edifícios.
Na prática artística desenvolve trabalho na área da fotografia, vídeo-arte e instalação. Foi artista convidada para expor no Pavilhão Português na Bienal de Arquitetura de Veneza 2021 e na Trienal de Arquitetura de Lisboa no âmbito da exposição “in conflict”. Participou ainda em diversas exposições coletivas na Ci.Clo- Bienal de Fotografia do Porto, no Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas dos Açores, nos jardins do MAAT, na Bienal de Arte de Cerveira, entre outras, e tem sido premiada em diversas competições. Participou em conferências no Museu de Serralves, no Centro de Estudos Ibéricos e foi guest-lecturer na FAUP. Tem trabalho fotográfico publicado pela Scopio Editions.
Curadora da Galeria de Arte Impacto Social.